"De acordo com o artigo publicado em 10 de fevereiro de 2012 na revista Science, um grupo de cientistas americanos, obtiveram um resultado bastante promissor para o tratamento do Alzheimer. Segundo o professor Gary Landreth, professor da Universidade Casa Western, e colegas de diversas instituições descrevem que a droga bexaroteno foi capaz de agir contra diversos efeitos da doença. Os testes foram realizados com camundongos, e os que estavam administrados com a droga apresentaram uma rápida reversão no quadro clínico com relação aos efeitos promovidos pelo Alzheimer, como a perda de memória e os movimentos cognitivos e segundo eles, os resultados vão além do esperado.
O Alzheimer é uma doença onde grande parte do organismo, tem a incapacidade de limpar o cérebro de fragmentos de proteínas conhecidas como beta-amiloide. Os Cientistas ficaram extremamente surpresos, pois em apenas 6 horas, já podia verificar que o nível de beta-amiloides solúveis (que estimam ser o causador da perda de memória causada pelo Alzheimer) caiu em 25%. Para exemplificar essa melhoria, os cientistas testaram os camundongos o instinto de montagem dos seus ninhos, pois quando colocados em frente ao material para construir seus ninhos, os camundongos com a doença não reagiam a nada. Após 72 horas do tratamento com a substância bexaroteno, os animais começavam a construir seus ninhos, e também melhorou a capacidade dos animais em perceber e responder a odores. Em suma, os cientistas verificaram a rápida atuação do bexaroteno, onde a droga agiu rapidamente e executar a remoção de placas de amiloides no cérebro, e puderam constatar que metade das placas foi eliminada em até 72 horas."
Por: Caroline Mafra de Lima e Kelly Regina Kitayama da Silva
O artigo original pode ser lido em: <http://agencia.fapesp.br/15164>

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